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O jogo preferido de todos os tempos

O jogo preferido de todos os tempos

Guardian Heroes, (Treasure)

Existem muitas discussões sobre jogos. Muitas vezes é a polêmica do momento, novos jogos que serão lançados, qual console da atual geração é o melhor, e por aí vai. Aprendemos muito sobre nossos amigos e colegas ouvindo eles opinarem sobre esses tópicos, é como montar um quebra cabeça que nos permite entender melhor os gostos dela, e um pouco da sua personalidade até. Mas se quisermos ir direto ao ponto o melhor é perguntar logo de cara: Qual o seu jogo preferido?

Essa é uma pergunta difícil, por isso algumas pessoas resolvem ter uma lista, talvez um por geração, ou um top ten da vida. Mas outras tem um, o seu melhor de todos os tempos, que de alguma forma marcou as suas vidas. Por que a pergunta é qual o seu jogo preferido, então aqui não precisamos nos preocupar em pesar aspectos técnicos, como um crítico de cinema que precisa demonstrar um senso crítico refinado, e sim falar de modo indireto sobre nós mesmos. 

O meu jogo preferido de todos os tempos é o Guardian Heroes. Ele foi lançado para o Saturn e é a principal razão para eu não ter me arrependido por ter optado pelo console da Sega (mais uma vez) na geração 32 bits. E o que me fez gostar tanto dele, afinal de contas?

Basicamente, ele é tudo o que eu queria em um jogo naquele momento. Ele é um beat’em up (talvez um hack and slash, existe uma discussão sobre a definição desses conceitos) que atingiu o ápice, que combinava elementos de rpg como level e distribuição de pontos de atributos. E esses pontos realmente faziam diferença, então a sua magia que no começo do jogo parecia o primeiro kamehameha do Goku aparecia no final como um com o kaioken em 30 vezes, ocupando metade da tela. Mas o jogo ia muito além de um sistema de progressão incrivelmente gratificante, ele contava também com gráficos muito bonitos para a época, e uma arte viva e bem carismática. Os personagens eram interessantes sem precisar serem muito desenvolvidos em termos de história, eles cativam logo de cara. A história em si também é muito boa, especialmente considerando o gênero, uma disputa de poder entre espíritos do céu e da terra com os humanos no meio, sem que haja um lado do mal tão bem definido. O lado rpg faz presente nas opções de seguir por diferentes caminhos e que tipo de aliança buscar, levando a finais distintos do tipo “vamos quebrar tudo” até o “mais heróico possível”.

E a trilha sonora, ainda hoje é uma das minhas preferidas, na época então era A preferida. A geração 32 bits possibilitou não só a transição para os gráficos 3D, mas para o som com qualidade CD, e o resultado disso foram trilhas sonoras orquestradas, com sons de instrumentos reais, em toda a sua glória. A Treasure já tinha uma tradição de boas músicas desde sempre, e aqui revelou ser capaz de criar uma das trilhas sonoras mais empolgantes, absolutamente perfeita para combinar com aquele momento em que você precisa encarar mais de dez inimigos ao mesmo tempo junto com o chefe que acabou de lançar uma chuva de magia em você. 

E o melhor, como não poderia deixar de ser, é a jogabilidade. O Guardian Heroes conseguia combinar comandos de golpes especiais e os combos mais frenéticos dos jogos de luta com toda a liberdade dos jogos beat’em up, com espaço para dashs, esquivas, e combos aéreos insanos que podiam ser terminados com alguma magia que varresse a tela toda. A ação do jogo quase te impede de respirar, não só pelo número de inimigos que te atacam em três planos diferentes, mas porque as magias elementais quase sempre provocam um efeito em cadeia, em que um inimigo queimando que encoste em outro o queima também, e isso pode sobrar para o seu amigo, e até para você. Isso tudo resulta em um caos extremamente divertido, tornando a vitória ainda mais gratificante. 

Eu poderia escrever muito mais sobre o Guardian Heroes, sobre a história, seus personagens, o modo arena, os vilões e rivais, a própria Treasure que é uma empresa incrível, mas termino acreditando que isso já foi o suficiente para você ficar curioso em relação ao jogo. Um dos meus pensamentos escapistas é que um dia esse canal será famoso o suficiente para nós iniciarmos uma grande campanha por uma sequência, seria um sonho realizado.  


Reader Comments

  1. Minhas franquias preferidas são Mário e Zelda, no entanto vou ter que responder TMNT 2, reprodução do arcade. Isso desconsiderando os adventures para computador, claro.

  2. Talvez ele compita com Mário 2, do nintendinho. Por incrível que pareça foi o que mais joguei. Mas acho que não, fico com TMNT 2

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