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O mercado editorial de quadrinhos no Brasil vai bem, ou vai mal?

O mercado editorial de quadrinhos no Brasil vai bem, ou vai mal?

Vivemos em um ótimo momento para os colecionadores de Hqs. As publicações mensais dos super heróis da Marvel e DC chegam às bancas no formato americano e em papel de alta qualidade, enquanto que aqueles que como eu montaram suas coleções antes de 2000 tem que amargar a progressiva deterioração dos seus amados gibis. E não é só isso, porque o fã atual pode conhecer toda a história da Marvel e DC sem ter que recorrer a revistas em condições quase sempre longe do ideal nos sebos da vida, aproveitando ótimas coleções que são lançadas organizando as melhores histórias dos heróis, e com uma aparência que fica ótima na estante do quarto ou mesmo da sala! 

E não para nos super heróis, porque além da Panini também temos a Pipoca e Nanquim (que surgiu do pessoal de um ótimo canal de Youtube, recomendo), Nemo, Darkside, Veneta, Mino, JBC, Devir e Companhia das Letras que publicam Hqs mais adultas, permitindo uma diversidade enorme de opções para que o amante dessa arte. Isso é sensacional, porque permite ao leitor entrar numa livraria e se deparar com todas essas Hqs e ir construindo o seu gosto livremente, enquanto que no passado estávamos limitados às bancas de jornal que em muitos casos não contavam com aquelas raras Graphic novels que traziam um pouco de maturidade ao meio. 

Mas infelizmente nem tudo são flores, porque o mundo real da economia costuma se mover para além dos nossos desejos nerds. A JBC, dos mangás, anunciou que a venda deles  nas bancas será suspensa por tempo indeterminado, uma grande perda para os apreciadores. O mesmo aconteceu com a editora Salvat, responsável por coleções de super heróis, do Conan, e do Tex. Para piorar tudo, o papel que costumamos usar nessas publicações é importado, e com o dólar subindo os custos só aumentam. 

 Como consumidores a solução é simples: continuar comprando, ou até comprar mais, hqs e mangás, especialmente os encadernados, o que infelizmente não é tão simples assim no momento de crise econômica em que vivemos. Então precisamos recorrer também a outros tipos de votos que vão além da nossa carteira, e das próprias urnas (que é super importante, é claro), com uma mobilização da comunidade Hq/mangá, acompanhando editoras e ouvindo porta vozes como o pessoal do Pipoca e Nanquim para nos manifestarmos em relação à mudanças do setor, como concentrações de mercado. Nem toda política se faz via partido político, e quem sabe, talvez a cultura geek ainda tome do futebol o posto da “mais importante das coisas menos importantes”, e ainda tenhamos uma comunidade bem organizada que lute pelo setor de uma forma bem madura e agregadora. 

 


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